Kamilaufc’s Weblog











{Junho 10, 2008}  
PASSA UMA BORBOLETA
Fernando Pessoa
(do “Guardador de Rebanhos” – Alberto Caeiro)
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.



{Junho 10, 2008}   Deus faz

Deus faz (Cassiane)

Meu irmão
Lute pra vencer
Vista a armadura de poder
Meu irmão
Fique na posição
Como um vaso de fé
Deus vai te encher

Deus faz o milagre
Quando bem quiser
Deus age conforme a tua fé
Deus faz calmaria
Em meio ao temporal
Deus é soberano
Não há outro igual

Deus faz
Faz a obra em teu viver
Deus faz
Além do que os olhos podem ver
Deus faz
E age quando deve ser
Deus faz
Espera e veras o seu poder.



{Junho 10, 2008}   Campo de Flores

CAMPO DE FLORES
(Carlos Drummond)
Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.  
Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.
Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.
Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro  
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer um vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo. 
E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo rriais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.
Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.
Seu grão de angústia amor já me oferece 
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visáo extasiada.  
Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.

 

 



        Essa foi uma atividade prosta pela profª Debora, onde equipes teriam que visitar uma BE, BP, BC e a uma familia, para obsevar como é trabalhada a leitura em cada ambiente. A minha equipe decidiu visitar duas familias, fomos a casa da Dona Alacoque Bezerra e a da Myrlene Pinho , a primeira  é uma senhora que mesmo com as dificuldades da vida do interior não deixou de se preocupar com a eduvação dos filhos e sempre os levava para a biblioteca da cidade. Hoje mora na cidade e ama a leitura, segundo ela  ”A leitura é muito importante para ter uma aprendizagem de vida.”
        A Myrlene é uma mãe jovem que incentiva os filhos a leitura, sempre está acompanhando os dois filhos, uma menina e um rapaz na escola. E sempre contou histórias para eles. Ela gosta de ler e quando pode, ler junto com sua filha menor, o rapaz gosta de fazer sua leitura pessoalmente. É uma mãe que está presente na vida dos filhos, se preocupando com a educação dos mesmo e sabendo da importância da leitura. Para ela “O ato de ler propicia a renovação de seus pontos de vistas e que a leitura transpõe a imaginação e que derruba preconceitos.”


{Junho 9, 2008}   Leia

Ler é um exercício!!!



{Junho 8, 2008}   Leitura

“A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.” (Carlos Drummond de Andrade)



{Maio 31, 2008}   O mundo de flora
“Flora vivia cercada de borboleta. Pretas, amarelas, azuis, de todas as cores. Elas nunca a deixavam sozinha. Certo dia pediram, em coro:
-Queremos uma flor! E flora foi em busca da mais bela e perfumada flor.
Plantou-a com todo o cuidado, pois além de belaera borboletas. Mas assim que se virou,dona Lurdes, puxando no ensopado de jiló que faria ao chegar em casa , nem reparou na flor e esmagou-a com o pneu do carrinho.
-Oh,não! Gritaramas borboletas.
Flora, triste, promete-lhes plantar outra flor. Assim o fez. E, coisa estranha, as borboletas ao seu redor pareciam multiplicar-se!
A nova flor prometia ser bela cheia de vida, mas ai dela, o homem de bigode negro, apressado para o trabalho,também não reparou na flor e pisou-a.
-Oh,não!- protestaram as borboletas
-Como os adultos são distraídos!-queixou-se Flora.
Contudo Flora não gostava de ver as borboletas tristes. Assim,partiu novamente em busca da mais bonita e perfumada flor. Plantou-a com todo esmero. E as borboletas multiplicavam-se cada vez mais ao seu redor.
-Obrigada Flora!Obrigada Flora!- repetiam.
Já ia voltando para casa quando veio o Julinho, na sua bicicleta nova. E passou justamente sobre a flor.
-Oh,não!-lamentaram as borboletas. E pela primeira vez Flora chorou.
-Não chore,Flora-consolaram-na.
Animada pelas borboletas, Flora mais uma flor plantou. Dessa vez ninguém pisá-la-ia! Por precaução cercou-a.Mas a cerca não impediu que um cachorrinho fizesse xixi na flr. Morreu,a despeito dos cuidados de Flora. Não desistiu e mais uma flor plantou ainda. Resolveu passar a noite ao seu lado,para não deixar que nda de mal lhe acontecesse. Na noite enfeitada de estrelas,o chão duro pareceu-lhe o mais macio colção,as borboletas cobriram-na,protegendo-a do frio.E assim dormiu.Sem que desse por isso, Flora não se lembrava mais de sua casa, sua família,seus brinquedos,e nem sentiria falta. Aquele tornara-se seu mundo.
A flor crescia,bela e cheia de vida,e novos botões apareciam. As borboletas faziam festa de Flora e ela sorria. E o seu sorrisoenchia de vida aquele lugar. E a sua alegria fazia-a voar, voar com as borboletas”.
Essa história criada por o meu grupo. Uma das propostas de atividades da profª Debora, a qual foi muito divertida. O grupo só tinha um livro infantil com imagens, de início parecia díficil produzir um texto daquelas imagens. Mas a equipe trabalhando em grupo, o texto ia se completando a cada momento, pois cada pessoa tinha uma idéia interessante e juntava no texto. No final ficou um texto bem descontraído. Isso mostra como é legal trabalhar com imagens, pois desperta a criatividade e por exemplo numa biblioteca escolar as crianças adoram livros com bastante imagens e propondo uma atividade dessas incentivará a criança a produção escrita e a leitura. É uma forma de trabalhar com os leitores potenciais, pois se eles não gostam de ler nem escrever, o incentivo é importante para eles gostarem do mundo da leitura.


{Maio 25, 2008}   Seminários

O primeiro seminário apresentou sobre Vigotsky- Sociointeracionismo. Vimos que a ZDP – A Zona de desenvolvimento próxima é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que o indíviduo tem de a solucionar algo sozinho com o nivel de desenvolvimento proximal, a capacidade de resolver algo com a ajuda de alguém. As pessoas aprendem em meio a sociedade, o meio social interfere em sua vida.

A segunda equipe falou sobre Bakhtim- Dialogismo. O dialogismo é a ciência das relações. Onde vimos que o leitor nao so tem que codificar o texto, mas tem que compreendê-lo. Fazendo uma leitura critica. É preciso perceber as vozes do texto. Só assim haverá dialogismo.

A terceira equipe abordou sobre o Letramento. Vimos que é o estado onde a pessoa sabe usar o texto além das letras exercendo uma pratica social

E a minha equipe, a quarta, apresentou sobre a Estética da recepção. Onde o precursor dessa teoria foi Hans Robert Jauss, que primeiramente apresentou suas idéias na Unviersidade de Constança. Nessa teoria o leitor é um produto de interpretação e significação válida. É  a  partir da bagagem cultural de cada leitor,  que a leitura vai ter uma interpretação. Então o texto vai se formar no leitor é ele que vai fazer a interpretação da sua leitura. Por isso é importante trabalhar da melhor forma para o leitor receber bem a obra.



Este filme foi apresentado na aula da profª Debora. Ele é um filme emocionante, muito legal! Nele pode-se perceber que é retrada a contação de histórias. Pois Ninny, uma senhora, durante todo filme conta uma história para uma amiga que conhecera no hospital, essa história é de Evelyn, uma moça aventureira e de sua amiga, Ruth, onde se passa numa cidadezinha pequena, porém rica em histórias. Em alguns sites especificam o filme como:

 ”Uma velha senhora conta a história de uma parente, que teve que lidar com a morte do irmão e o preconceito de uma cidade aos negros. Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma esposa deprimida que não tem muito a atenção de seu marido. Ela visita sua tia no hospital toda semana, onde em uma visita rotineira, conheceu Ninny Threadgoode, uma senhora de 83 anos que adora contar histórias. Ninny conta a história de Idgie Threadgoode, uma moça dos anos 20 que contrói uma amizade verdadeira com Ruth. Ambas são vistas com maus olhos pelas pessoas da cidade, por apoiarem os negros e lhes darem comida nos fundos da lanchonete.Dirigido por Jon Avnet (Íntimo e Pessoal) e com Kathy Bates, Jessica Tandy, Mary Stuart Masterson, Mary-Louise Parker e Chris O’Donnell no elenco”.

Fonte: <http://www.adorocinema.com/filmes/tomates-verdes-fritos/tomates-verdes-fritos.asp>; <http://www.cineplayers.com/filme.php?id=1658>

Foi reforçado a importância da contação de histórias, e mostrou o lado emocionante. Como ela pode envolver os ouvintes, pois a senhora cativou a atenção da Evelyn. Assim devem ser os contadores de histórias, apreender a atenção do ouvinte. Não importa a história, se ela for contada com emoção e convicção o contador ganhará vários ouvintes.



O ingrediente necessário para a contação de história é a emoção. O contador tem que passar sua história com sentimento, como se estivesse vivenciando-a. A história contada por meio da voz, é capaz de chamar a atenção do ouvinte, pois contando-se uma história com bastante expressão é possível cativar até aqueles que não são íntimos da leitura.

Para uma criança que está entrando no universo da leitura, é encantador aquelas histórias, da mamãe, da vovó, do papai, até aquelas que as professoras contam na sala de aula ou mesmo de uma outra pessoa que conte-a uma história que desperte seu prazer. A contação de histórias é importante nessa fase da vida: a infância, pois é uma maneira de incentivá-la a leitura. Ela se sentirá atraída por histórias e vai desejar, ir por intermédio dela mesma, atrás de um livro e lê-lo.

Mas, não é só para crianças essa história de contar histórias. Adolescentes, adultos, senhores, também podem ser fascinados. E, para quem não gosta de ler, ela é uma boa estratégia para formação leitores.



etc.